Em 1957, o primeiro-ministro soviético Nikita Khrushchev queria celebrar os 40 anos da revolução comunista com um feito impactante: enviar um cachorro à órbita da Terra para testar como um ser vivo toleraria a gravidade zero. A seleção incluiu mais de 20 cães abandonados – os de raça eram considerados incapazes de resistir a situações extremas.

Três deles se destacaram nas provas. Como Albina estava grávida e Mukhu não era fotogênica, sobrou para Laika, uma mescla de husky com vira-lata, muito esperta.

O Sputnik 2 era um satélite em forma de cilindro, pouco maior do que um carro, diferente do antecessor, Sputnik 1, uma esfera com 50 cm de diâmetro.

Laika pesava 6 kg e teve de se acomodar numa cápsula do tamanho de uma máquina de lavar. Lá dentro, havia um alimentador automático que liberava ração à cachorrinha. Laika tinha sensores no corpo para medir os sinais vitais. O Sputnik 2 foi lançado em 3 de novembro. Nos dias seguintes, os jornais soviéticos trouxeram boletins sobre a missão e a saúde de Laika, que parecia passar bem. Uma semana depois, porém, sua morte foi divulgada, causando indignação mundo afora.

Nos anos 2000, integrantes do projeto revelaram que a cadela aguentou apenas cinco horas e que eles sabiam não ser possível trazê-la de volta. O barulho e o calor da cápsula fizeram o coração de Laika disparar. Ela morreu após atingir a atmosfera. Apesar de tudo, a experiência abriu caminho para que, em 1961, o soviético Yuri Gagarin se tornasse o primeiro homem a ir ao espaço.

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